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domingo, 29 de dezembro de 2013

Uma cidade que dorme...

... enquanto a gente, infelizmente, não ♪



inversão. a vida do avesso sempre trás lembranças tortas. nostalgia. o vai e vem das ondas prometem a eterna ressaca no dia seguinte. euforia e depressão, sempre são as pedras no caminho e as flores em cada mão. eu perdi o que procurava, perdi de vista o que queria, pelo que lutava. listas de um novo ano promissor entram em ação, em busca de um ano mais ou menos melhor que este e um pouco pior que os próximos, caso contrário, a tradição cai por terra. não fiz listas de ano novo. não preciso me prender as necessidades de meus desejos preenchidos por uma santa esperança de renovação, ninguém precisa. as promessas não se cumprem por escrevê-las em pedaços de papel e acredite, meu caro, não existe magia na hora que os ponteiros cantam o novo dia. já estive aqui há tanto tempo atrás, rogando votos de esperança enquanto via meu mundinho desabar, esfarelar por entre os dedos. não sei o que mudou, não sei o que me trouxe de volta, mas sei que um novo ano não torna ninguém uma nova pessoa.

domingo, 28 de julho de 2013

Toda vez que falta luz...

... toda vez que algo nos falta ♪



ontem, sozinha em casa, eu percebi que tenho medo do escuro. e não é só por conta de todas as sombras que vejo ou passos e gritos que ouço. não, não é por isso. isso que eu sinto, até quando fecho os olhos, é abandono, é solidão. mas não é solidão normal, de estar sozinha sabe? é solidão de você, ou melhor, do não você. aquela falta amarga que você faz no final da tarde, sentado no sofá com o notebook no colo, aquele aperto de estar no meio da festa e ser a única luz apagada. acho que descobri que quando você está por perto, mesmo estando longe, meu medo do escuro passa e as vozes param de gritar. é por isso que eu só existo. porque sem você, eu sou só aquele monte de ossos sobre a Terra, sou uma casca tão fina que pode se quebrar ao menor toque. e se quebra mesmo, você é a prova disso. você sopra e eu me quebro. eu não entendo, amor, o que você quer dizer quando não diz nada. eu não entendo o porquê do medo que eu sinto do escuro e menos ainda o porquê de, apesar de tudo, a sua luz me incomodar tanto.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Toda vez que falta luz...

Toda vez que algo nos falta, o invisível nos salta aos olhos ♪



o passado me encanta. com a doçura das coisas que são imutáveis, que não podem sair do lugar mesmo que queiram, que não se alteram com os tremores da terra e que não se desfazem quando o vendaval sopra. o presente, por sua vez, me consome. na suavidade do seu vai e vem inconstante, que não determina o próximo passo a ser dado e te coloca a caminho de um salto no escuro, sem que se saiba a altura e o que existe após a queda. o presente é a queda. não sei o que houve comigo, de ontem pra hoje o amanhã deixou de ter esperança. o futuro vai além do horizonte, trazendo votos de boa vida e de boa sorte, agouro de morte, sopro de vida, o outro lado do espelho. o futuro é reflexo do passado, é onde a queda nos leva. consequências. o anseio para dias melhores permeia o coração tolo de quem acredita que o futuro trará um novo alvorecer, alternado em tons alaranjados de doçura, dourados de uma delicada felicidade permanente e rosados de um gentil amor pleno. os doces sonhos pertencem, até mesmo, a um futuro idealizado como tal, mas o presente vem, devastador e intenso, explicar que a realidade não se faz açucarada como o desejado. e então a loucura me permeia ao me deixar dizer, que o encanto da queda é sentir o frio na barriga e acreditar que antes de tocar o chão, vou aprender a voar.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Na verdade nada...

... é uma palavra esperando tradução ♪



ela repousa a cabeça e dorme, mesmo tendo o visto a poucas horas a saudade aperta por querer estar sempre por perto. seus dias começam a passar em contagem regressiva: faltam só mais dois dias para vê-lo de novo, apenas mais uma noite, apena mais algumas horas. o despertador toca, ela observa o dia para escolher uma roupa qualquer, com todos os mínimos detalhes no lugar e quando olha, está todo seu guarda roupa na cama por conta de uma simples blusa qualquer que deveria ficar perfeita. ainda é cedo, muito mais cedo do que ela costuma despertar, mas por alguns minutos ao lado dele, sono é algo irrelevante. se arruma, alisa o cabelo cacheado, esconde as olheiras dos medos da noite anterior, escolhe a cor que ele gosta, o detalhe que ele repara e vai, com passo apressado, mas sem esbarrar em que passa na rua. sua sede em matar a sede é grande, o tempo parece correr ao contrário: só mais quinze minutos. tudo em vão. porque ele nunca percebe que todo e qualquer esforço para ela é mínimo, que vê-lo sorrindo é o suficiente para fazer o resto do dia valer a pena. nunca enxerga que tudo gira em torno daquela vidinha miserável que ele faz questão de dizer que é assim, e por ser dito se torna. ele não entende, porque ele nunca poderá sentir o que ela sente. ela é só uma garota, que se perde no meio de outras, que desaparece na multidão, sem essa ou aquela qualidade que a destaca, sem méritos, sem nada de especial, só uma mera garota descolorida, desbotada, pretoebranco, que poderia ter tudo só por suas mãos estarem entrelaçadas com as dele. uma garota que de tanto ser confundida com o nada, tornou-se nada então.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Meias verdades noites inteiras...

... bebendo bobagens, pensando besteiras ♪



carrossel. no final das contas nos vemos envolvidos em um, com a chance de sair pela tangente, mas tão embalados pelo giro que não percebemos que ele nos deixa tontos. porém, você precisa saber, você nunca pode esquecer, que existe a tangente e que quando você quiser você pode sair por ela. eu sei, eu sei, você vai cair no chão, vai rolar, vai se ralar, vai se sujar de terra, de grama, vai tentar levantar e cair com a tontura, com a sensação de ainda estar girando. mas quando o mundo ficar em seu lugar exato, você correrá pro balanço, ou voltará para o carrocel (o mesmo ou outro), só tem que saber que na medida certa, as vezes é necessário parar. roda gigante. a vida vai subir e descer, e acabar não saindo do lugar, então aproveite a vista na subida e tente matar o tédio da descida, porque no final não vai adiantar seus esforços desnecessários de olhar para cima ou para baixo, o que você terá será apenas uma pequena cabine que te cerca, torça para estar acompanhado. pane. o panico é inevitável, quando a vida para de girar e você sente algo saindo do lugar, o desespero torna-se a companhia mais presente. não tenha medo, a madrugada é fria, é escura, mas é mansa, é morna, é doce. ela vem te fazer pensar. 

domingo, 8 de julho de 2012

Sempre acabando...

... o que não tem fim ♪



O tempo passa.
Com uma dureza quase desumana, refaz ciclos e me explica uma frase que há seis anos eu perguntava o significado: é preciso que tudo mude para que tudo continue na mesma.
Eu olho para trás e vejo que nada está no mesmo lugar, mas porque então eu me deparo sempre com os mesmos ciclos?
Existe algo para quebrar o padrão que me persegue ou sou apenas eu que sempre repito minhas ações e acabo no mesmo lugar?

Não encontro respostas, a noite é silenciosa demais para que eu possa ouvi-las, mesmo assim as busco incessantemente.
No final das contas, não passa de um eterno procurar e jamais encontrar.

Só assim a vida pode ter alguma graça.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O sonho é popular...

... eu li isso em algum lugar (8)



Tempestade.
Existem tantas formas de falar de amor e tão poucos sentimentos que, para mim, demonstrem a intensidade deste em questão.
Lastimavel mentira é tão sublime sentimento que ao trazer a alegria nos acorrenta as suas graças e nos impede de respirar.
Não importa de que lado você esteja, se tratando desse jogo é impossivel vencer.

Basta, que se derrame a ultima gota de sangue por uma trivialidade tão enraizada em seus próprios medos.

Segue teu caminho e nunca olha para trás.
Sonhos são pequenos atalhos que levam a profundos abismos, não se deixe ceder pelo que eles respresentam em seu majestoso teatro. É mentira.
Trace uma reta, siga em frente e não se preocupe com o que está em seu caminho, porque se você estiver no caminho de alguém não tardará a ser atropelado.

Destrua esse sorriso bobo, essa sensação boa durará o tempo de te matar aos poucos.

Não seja inocente, você finge ler e se preocupar, achar que o que digo é absurdo, que é apenas uma revolta de quem está com a vida ruim... mas aí você se lembra de todas as noites que não dormiu, de todas as lágrimas que perdeu.
Infelizmente para a grande maioria um velho amor desgraçado é facilmente curado por um novo amor bonitinho, até que este se torne desgraçado também.
Fácil demais, mas não para mim.

Agora pegue essa cólera de desilusão e tome para sua vida, de a interpretação que achar mais conveniente e só entenda uma coisa, não peça novamente uma rede de ilusões para quem está cansada de brincar de vida.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Todas as palavras...

... ou silêncio total.

AÍ A MINHA RAIVA SUPREMA PELA CLARA Ó, EU SÓ CHORO TODA VEZ QUE VEJO ISSO


Beleza, eu sempre fui alvo das piores piadinhas e passei por tudo em silêncio. Tá certo que nem de brincadeira a gente pode brincar com as pessoas, mas da um tempo vai ô vida virtual, pare de levar tudo a sério.

Não, eu não tenho nada contra a Clara... eu só achava o cabelo dela grande demais pra uma menina de 14 anos e não escondia isso de ninguém!
Mas que isso, eu fiquei triste quando soube que falavam mal dela na comunidade, quase morri de uma alegria contida que não podia ser dividida quando achei o orkut dela e de sua sala e sinceramente, ontem quando pensei no término da princesinha clarabólica com o ex-namorado fiquei meio preocupada 'será que ela sofreu? não queria que ela ficasse triste!'
O mesmo pra Donanas, ou a Ana do Gessinger ou como quiser chamar.
Essa mulher era a maior dúvida da fã poser de EngHaw que eu era e eu quase tive dois infartos quando me mandaram o twitter dela. Tá que imaginava ela morena, olhos azuis e alta... talvez alta, mas nada morena a Ana que me apresentaram.
Obvio que da um pouco de crise de proteção em pensar que ela pode ter feito o Humberto passar noites ruins, mas também, isso fez ele compor minha segunda música favorita. 

Então pelo amor de Deus, parem de levar tão a sério brincadeiras, besteiras. Se em uma noite eu fui a Enfermeira do Funk, na outra adotei o Viny como filho, porque simplesmente não posso brincar com outras coisas quaisquer.
Sinceramente, nem conheço essas pessoas, quem sou eu pra julgar, pra falar, pra pensar?
Humberto Gessinger é prova da inocências dos 14 anos e de uma pulseirinha que mandei para a Clarinha... 
Se uma brincadeira incomoda tanto, ok. Era de mal gosto mas não era para magoar ninguém.
Mas eu também to de saco cheio de ouvir e ver gente só dando indireta e brincando com a minha cara, amigo que se diz amigo e depois some, de gente falando mal na frente e pelas costas, gente criticando brincadeiras, gente que não gosta de ver os outros felizes.

Então Clara Gessinger, desculpe pelas brincadeiras sem sentido que nem tinham mais haver com você, mas eram só para fazer rir. Ana, desculpe pela pequena raiva por você ter sido uma adolescente normal e ter partido o coração de uma das pessoas que mais amo no mundo.

Agora eu to esperando que as pessoas reais e que tem contato comigo venham pedir desculpas para mim.
Beijos

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Mas o quase tudo...

... quase sempre é quase nada (8)



Cansei de esperar poesias de doces palavras de amor.
Desde a simplicidade dos menores gestos, não importa o quanto o coração anseie por um momento de paz, não existe sequer lar, abrigo. A canção mente.
Velhas canções de amor.
A facilidade de caminhar sem ilusões, sem anseios, tão simples quanto puder e com uma leve sensação de que as coisas hora sim, hora não, encontrarão uma perfeita simetria no caminhar das horas.

Cansei de estimar o que depende de tão pouco para se manter vivo.
Filmes de guerras em pequenas amizades que se fizeram grande, e de repente todos os gestos se resumem a um, não se vê necessidade de mais ou menos.
Sem rancores ou tristezas, a vida é passageira demais para se entristecer tempo demais.
Algo que foi bom deixa marcas de uma vontade interminável de que seja sempre assim, mas ao nosso redor o mundo gira e afasta, reaproxima. Distância... distancia.
O tempo foi justo em dizer palavras carinhosas e o destino injusto em trazer problemas maiores do que qualquer vida ao redor.
Seguir viagem sem se apegar demais.

Cansei de amores incondicionais sem um pouco de sanidade.
Fanatismo agudo pode causar mais danos emocionais do que o esperado, sem necessidade diga-se de passagem. 
O compromisso de um carinho excessivo por alguém que excessivamente vive apenas sua vida, sem realmente saber dos diversos destinos que se cruzam pelo simples fato de respirar, as vezes fadiga sem necessidade.
De amor imperfeitos a vida real já se tratou de exemplificar como funcionam, essa ideologia só fere e agrava mais um medo incerto já vindo de antes.
A cada passo, cada suspiro, tudo se torna um desejo implícito de uma forma explícita de dizer o quanto fazem tudo ficar mais fácil de lidar, mas não fazem.

Cansaço é somente sinal de que a luta anda maior do que a recompensa e de que não vale viver com o peso nos ombros de uma vida que não leva a nada.
Eu quero a sorte de um amor tranquilo... reborn.
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