terça-feira, 22 de novembro de 2011

Chame de exagero...

... diga que é bobagem (8)




Sacomé, a gente vai vivendo dia após dia tentando ser mais leve que o ar, uns bebem o chimarrão ali, outro comem o pão de queijo lá e em sampaulo a vida passa depressa demais para os ponteiros do relógio.
Estereótipos a parte, vive-se um dia de casa vez.
Só que não adianta apenas tentar ser mais leve que o ar, a gravidade, a física, o chão... eles nos dizem que a vida não é assim, que a gente não pode flutuar.
E quando você não sabe o que dizer na hora H, no dia D? 

Tentei, confesso.
Passei os últimos quatro meses assim, sorrindo, relevando, entendendo. Quatro meses inteiros de uma aceitação incondicional, de uma racionalização impecável.
Eu sabia sabia o que iria acontecer, o que fazer, o que dizer. Sabia para onde caminhar e, mais ainda, sabia mostrar o caminho.
... eu me enganava dizendo que sabia, como se fizesse realmente sentindo todas as minhas palavras...
Ninguém sabe como dançam as letras e as frases escritas por Deus.

Câncer. Não aguento mais o som que essa palavra tem, o gosto, o cheiro, a baixa luz de corredores de hospitais públicos e de internações de emergência.
Mas é no escuro que o invisível no salta aos olhos.
Existe, então, alguma forma de acender essa maldita luz que se apagou? Existe algo que eu possa fazer para dizer para ela "relaxa mãe, vai ficar tudo bem".
Eu não sei mais se as coisas ficarão bem, eu sabia apenas que elas chegariam até dia 14.

14, meu número favorito. 14-12, meu CD favorito. 14-12, a vida da minha mãe nos sussurros das orações.

sábado, 12 de novembro de 2011

E nada nos protege...

... de uma vida sem sentindo (8)



Eu te avisei, disse ela sem pensar duas vezes. Aguardou com ansiosidade o dia que poderia atirar tais palavras como balas bem ao meio dos sentimentos dele.
Sim, ela havia avisado uma, duas, três, duzentos e setenta vezes. 
Ele ignorava, é claro, continuava caminhando na contramão apenas para ver a vista dos carros que vinham, tudo para provar que era tão mais do que os sentimentos dela que não importava a estrada, contanto que fosse contra tudo o que ela oferecia.
Suplicou ela por um pouco de atenção, ele negou. Ela então pediu o mínimo, mais uma vez ele a ignorou, olhou distante para o horizonte ali ao lado e sorriu vagamente.
Então ela foi embora, na via certa, no caminho certo. Não mais sem rumo, ela não estava entre o começo e o fim mais, não vivia um paradoxo.

Estrada confusa essa que anda em círculos, por mais que a ideia fosse que a contramão fosse para o oposto, os dois caminhos sempre se encontram.
Eu te avisei, disse ela novamente, cuspindo palavras hostis enquanto ele tremia por dentro.
Não adiantava, os erros cometidos no caminho afetariam eternamente a continuação, o roteiro havia sido alterado demais para se retomar.
Ela ainda no caminho certo, ele sempre no caminho errado.
Nada havia mudado muito, as pedras no caminho permaneciam intactas, por mais que chuva tivesse sido forte, por mais que o sol atingisse a todos com força total.

Quem havia mudado eram os dois.
Eu te avisei, ela disse novamente, dessa vez ferindo os próprios pensamentos com a afiada lâmina que suas palavras continham.
Você não mudou, ela disse serenamente enquanto ele sorria confirmando sua dúvida.
Sorriu ela, então, disposta a deixar tudo para trás novamente para que a vida parasse de andar em círculos, voltar ao mesmo lugar não camufla a paisagem diferente.
Tudo muda ao teu redor, o que era certo sólido, dissolve, desaba, dilui... desmancha no ar.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Até quando você vai ficar

... fazendo o que quer de mim?



Não busco príncipeis de papel que se desmacham com a chuva fina, não procuro por amigos invisíveis que não retornam ligações.
A medida, a dose certa, um gole final do veneno mais caro, da bebida letal.
Procuro amores incondicionais de noites de inferno trancada em um quarto, amores que fazem e desfazem o misterioso mundo por imagens de webscam e cartas escritas a luzes de vela.
Quero amigos que ligam o oposto a seu lado mais distante, que tracem paralelas e perpendiculares e digam, no final, que tudo é relativo e que a distância não existe.
Poesias em SMS me conquistam, desenhos perfeitos me estressam. A perfeição, de fato, deve ser monótona como caminhar eternamente em lina reta, quando não há pequenos deslizes na paisagem duvidamos da simetria do quadro, não é real.

Superficialidade não se confunde com convencionalidade para mim, não faz sentido fingir relações e sentimentos que não são seus, quem perde não é que recebe.
Amizades, elas dizem muito mais que poesia, que filosofia. Certa amiga disse uma vez que nas relações era a que menos perdia, porque ela dava tudo e não ficava com nada.
As vezes sou assim também, as vezes sou eu a errada da história.

Ainda quero amores tranquilos com sabor de fruta mordida.
Entre amigos que transitam entre amores, desejo somente noites estreladas, luas distantes, a canção favorita, a melhor noite de sono para a melhor amiga.
Também anseio pela felicidade do melhor amigo, seja ele qual deles for.
E enquanto o vazio de mim consome o nada que me faz continuar, procuro dar motivos cordiais para dizer, seguir em frente faz com o tempo cicatriza. A música ao contrário não é verdade.
Suavidade no toque, leveza no olhar, sorriso delicado... o vento acaricia o cabelo dela sem dizer muito mais do que aquilo, ela sente uma paz que jamais sentiu.
Ela está pronta pra recomeçar.

domingo, 6 de novembro de 2011

Lance os dados...

Posso até não saber desde as origens todos os resultados, títulos, jogadores e etc da seleção de vôlei do Brasil, mas os últimos 6 anos eu estive atenta a cada notícia e a cada jogo.



Ok, quem me conhece sabe do meu amor em relação a seleção brasileira masculina de vôlei. Eu lembro do primeiro jogo que assisti em 2005.
Como disse não faz muito tempo, mas o suficiente para acompanhar Bruno Rezende passar de "O filho dor Bernardinho" para Bruninho, levantador titular.
Se eu me emocionei quando vi ele como capitão da seleção no Pan: MUITO.
E a partir daí não foram raros os sabádos de manhã que assistia VIBRANDO os jogos, feminimos e masculinos.
De começo sabia o que era um levantador, hoje em dia explico uma diagonal e jamais jogaria como um oposto.
Obrigada seleção, pelos amores platônicos, pelos melhores sábados, por me emocionar tanto, por me fazer apaixonar cada vez mais por vôlei.

Eu tenho orgulho do vôlei do Brasil porque os jogadorss e jogadores conseguem despertar aquele sentimento que da vontade de dizer 'eu sou brasileira e esse é o time de vôlei do meu país'. Porque me fazem torcer, vibrar, gritar, estando longe e até em um fuso horário diferente.
Porque eu vejo que não sou só eu mas milhares de pessoas que sentem o coração bater forte e aquele frio na barriga com cada ponto.
Fiz um vídeo pequeno, que demorou mais de 13h para ser carregado, mas ele não expressa nem metade dos meus motivos por amar e me orgulhar do vôlei do Brasil.
É pouco, mas é tudo que eu posso oferecer <3

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Todas as palavras...

... ou silêncio total.

AÍ A MINHA RAIVA SUPREMA PELA CLARA Ó, EU SÓ CHORO TODA VEZ QUE VEJO ISSO


Beleza, eu sempre fui alvo das piores piadinhas e passei por tudo em silêncio. Tá certo que nem de brincadeira a gente pode brincar com as pessoas, mas da um tempo vai ô vida virtual, pare de levar tudo a sério.

Não, eu não tenho nada contra a Clara... eu só achava o cabelo dela grande demais pra uma menina de 14 anos e não escondia isso de ninguém!
Mas que isso, eu fiquei triste quando soube que falavam mal dela na comunidade, quase morri de uma alegria contida que não podia ser dividida quando achei o orkut dela e de sua sala e sinceramente, ontem quando pensei no término da princesinha clarabólica com o ex-namorado fiquei meio preocupada 'será que ela sofreu? não queria que ela ficasse triste!'
O mesmo pra Donanas, ou a Ana do Gessinger ou como quiser chamar.
Essa mulher era a maior dúvida da fã poser de EngHaw que eu era e eu quase tive dois infartos quando me mandaram o twitter dela. Tá que imaginava ela morena, olhos azuis e alta... talvez alta, mas nada morena a Ana que me apresentaram.
Obvio que da um pouco de crise de proteção em pensar que ela pode ter feito o Humberto passar noites ruins, mas também, isso fez ele compor minha segunda música favorita. 

Então pelo amor de Deus, parem de levar tão a sério brincadeiras, besteiras. Se em uma noite eu fui a Enfermeira do Funk, na outra adotei o Viny como filho, porque simplesmente não posso brincar com outras coisas quaisquer.
Sinceramente, nem conheço essas pessoas, quem sou eu pra julgar, pra falar, pra pensar?
Humberto Gessinger é prova da inocências dos 14 anos e de uma pulseirinha que mandei para a Clarinha... 
Se uma brincadeira incomoda tanto, ok. Era de mal gosto mas não era para magoar ninguém.
Mas eu também to de saco cheio de ouvir e ver gente só dando indireta e brincando com a minha cara, amigo que se diz amigo e depois some, de gente falando mal na frente e pelas costas, gente criticando brincadeiras, gente que não gosta de ver os outros felizes.

Então Clara Gessinger, desculpe pelas brincadeiras sem sentido que nem tinham mais haver com você, mas eram só para fazer rir. Ana, desculpe pela pequena raiva por você ter sido uma adolescente normal e ter partido o coração de uma das pessoas que mais amo no mundo.

Agora eu to esperando que as pessoas reais e que tem contato comigo venham pedir desculpas para mim.
Beijos

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

@eStória







Guria tu não vai nem acreditar, 
continuo trabalhando pra ir pra PoA viajar
Guria tu não vai nem acreditar, 
eu tô é enchendo a tia Sandra para ela me levar.
Não acredito Paula quer trocar de lugar...
Se tudo der certo nós peixamos é por lá...
Calma aí maninha, sempre sobra um espaço
Se isso não der samba, pelo menos deu abraços...

Agora, agora, virando as voltas que essa vida dá. 
Uma hora, uma hora, em PoA a gente estará

Guria tu não vai nem acreditar, 
mas aqui em Campinas da um vento de mata
Paula cê não vai acreditar 
aqui em Porto Alegre ta um frio de lasca
Guria, tu não vai nem acreditar,
 aqui em SM periga é faltar o ar
ai, Aninha aqui ta de matar, mas se a coisa ficar preta o negócio é relaxa
Guria, tu não vai nem acreditar, 
tava pensando mesmo nisso antes de você falar.


Agora, agora, virando as voltas que essa vida dá.
 Agora... Agora... Chama o Tio Ale pra me levar pra lá

Paulinha e Marina mandam beijos pra vocês,
coisas jamais entrariam nos TT's
Talvez final do ano ou talvez final do mês
damos um pulo em Porto Alegre (no endereço do HG).

Jogam bombas no twitter, indiretas no azul
Bombardeios desnecessários por um Cara que mora no sul

Master de RQ, a gente só no S2
Nós 3 a pé no Bela Vista, o HG chegou depois
Carro cor banana, psicóloga sacana
Não pergunte pela Ana, na academia deve estar

Agora... Agora.. virando as noites esperando o Gessinger postar
GLM já foi, EngHaw voltará... Surfando Karmas e DNA *____*
Virando e-Stórias, e-Stórias
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