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sábado, 7 de junho de 2014

Pouco tempo faz, uma semana atrás...

... no topo do mundo, na crista da onda ♪

as cores se misturavam com os olhos turvos de lágrimas atravessadas. o tempo passa sem ritmo, sem compasso e rápido demais para qualquer dança. havia uma festa, luzes novas, músicas repetidas e o sentimento de pertencer a algum lugar. hoje não há nada. sem sons, sem lágrimas ou sorrisos, a noite segue turva em sua mesmice, longe de chegar a lugar algum. promessas, palavras cuspidas ao vento sem prazo de validade, sem selo de serem imperecíveis. humanos, tão frágeis em seus pecados e limites, desejosos de sentirem-se parte de um todo, fadados a saberem de sua própria solidão. as lutas se travam, o passado torna-se seguro e nos abrigamos nele sem receio de deixar passar a única chance, a primeira chance, a última chance... encontrar abrigo em lugares comuns, solidariedade em frases feitas, vencer batalhas já travadas na TV, uma reprise sem expectativas, tão certeira como a chuva gelada que traz alivio imediato. não importa, amanhã vamos trocar datas, nomes e, muito provavelmente, lembranças.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Cara tu não vai nem acreditar...

... tava pensando mesmo nisso antes de conectar ♪



_ vamos nos apaixonar... você é doente como eu para amar, daria certo.
_ se fosse fácil assim eu assinaria até com sangue.
_ quando tudo der errado vamos tentar... caso não de certo a gente se casa e finge que tem uma vida, adotamos dois filhos e daí a gente pode fazer o que quiser: viajar, passear, rir, brigar...
_ compramos uma casa na praia, um par de bicicletas, nos associamos a bibliotecas e locadoras para estoque infinito desses recursos e vivemos juntos, até a morte o ócio, da vida moderna. vamos fazer um tour pelo mundo em uma jornada de descobrimento. vai virar notícia de jornal 'casal de doentes depressivos mostram para o mundo como é possível ser feliz'.
_ vamos ter uma linda história de amor e companheirismo e provavelmente vamos ser muito mais felizes que a grande maioria, pois vamos ter consciência de nossa real situação e aceitá-la, porque todos os dias nós vamos saber que estamos sozinhos, não importa quem esteja ao nosso lado.
_ nossa história, associada a todo conto de fadas, daria um roteiro para uma criação milionária.
_ que acabaria de uma forma sensacional, com todo mundo torcendo para que eu esquecesse meu antigo amor e que você se apaixonasse por mim, mas isso não aconteceria.
_ e todo mundo terminaria a história sentindo felicidade e vazio, simultaneamente. 
hey soul sister.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Eu to fechado...

... pra balanço ♪



a passagem do tempo se dá lenta e vagarosa com o penar dos dias pulsantes. um sol infernal e uma noite gelada são o plano de fundo de quem esteve no fundo do poço mais que uma vez. o que? dois meses desse novo ano já se passaram e nem parece que foi assim. mentira. da madrugada iluminada do primeiro dia do ano, até essa madrugada barulhenta pelos carros da avenida, tudo mudou mais de uma vez. descobri que a distância do céu até o inferno se faz em um segundo e que o inferno por te levar para o céu num piscar de olhos. madrugadas afiadas se passaram, cortando minha alma, dilacerando meu coração. a temporalidade é só questão de opinião, quantos dias não se estendem a meses e quantos meses se resumem a horas? a vida não é linear meu caro amigo, ela sequer tem alguma lógica a ser seguida. olhar para trás é um exercício que exige coragem e paciência, o tempo pode não passar quando isso acontece, ele pode estacionar nos pequenos erros e adiantar nos pequenos acertos, no fim, restará um borrão em formato de dúvida e um balanço final incerto, que por mais que seja refeito, nunca terá os mesmos resultados. e eu me pergunto, foram dois meses apenas?

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Um mergulho...

... em busca de ar ♪



sempre é assim. oscilações em um mar aberto de ilusões que a vida vai levando sem querer. é sempre assim, um susto ou outro e então nos vemos bem no meio, afogados em nós mesmos e sem vontade de emergir. é sempre assim, a descida é mais intensa, é íngreme e é rápida, quando passa você já não sabe o que te atingiu. é sempre assim, a descida é divertida, engana no frio na barriga e depois consome o rastro de riso que havia um segundo antes nos lábios, destoa, descolore. mas, afinal, é sempre assim mesmo que as coisas vão acontecendo, que a vida vai se manifestando nos incríveis pedacinhos de mentiras que nos contam nos filmes, que ensinam nos livros e que nunca acontece. só é assim, e sempre acaba assim, com um olhar perdido observando o nada na tela de um computador ou no horizonte da janela, termina sem começar. e é assim, a vontade diminui, as palavras já não falam sobre nada e somente falar já não expressa nada, perde-se a si mesmo e então aceita a condição de vagar e não viver, de olhar e de nunca ser, porque a descida é assim, as expectativas ficam suspensas e o que lhe resta é a queda.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Eu vou sair do da área...

... de alcance ♪



E se existisse alguma chance, alguma forma de fugir, de desaparecer do mundo por algum tempo? De esquecer os problemas, de não se preocupar com nada?
Tentador, um gole da bebida mais doce e depois encontrar o céu.
Não existe fórmula mágica para resolver os problemas mais sinceros e esconder os medos explícitos, nosso coração é uma máquina que continua a bombear sangue e nosso cérebro insiste em manter lembranças e informações que se tornam nosso vício.

E se o telefone tocasse? Se ele dissesse que tudo ficaria bem e que em seus braços não havia mais perigo, você acreditaria?
A ignorância, na maioria das vezes, é uma benção para aquele que a possuí.
Saber é um preço alto demais a ser pago a troco de um coração partido, de uma mente perturbada, de sonhos destruídos...
Não é fácil a decisão entre a razão ou um mundo de possibilidades de algum dia ser feliz.

E se tudo fosse mentira? Se nada fosse real?
Acordar de um pesadelo e voltar a ser criança, nada disso aconteceu, você tem a chance de fazer tudo de novo, tudo diferente.
Um novo mundo em um minuto, uma nova chance de refazer o passado e de tecer o futuro.
Se eu soubesse antes o que sei agora erraria tudo exatamente igual ♪

terça-feira, 17 de julho de 2012

Puro desespero...

... autossabotagem, to fora do seu programa de milhagem ♪



me diga, há alguma chance para nós, meu doce amigo?

um simples sim e eu juro que tentarei ser a melhor pessoa do mundo, coisa que eu nunca consegui ser, mas que eu posso afirmar com todo meu coração, eu sempre tentei.
um destrutivo não e meu nome não será uma maldição mais, na verdade eu me esforçarei para que ele não seja nem uma visão do passado.

basta um segundo, um torpedo de celular.

eu gostaria de errar menos, de saber mais o que fazer, mas parece que meu castelo cheio de grades sempre acaba afastando quem eu quero que entre.
parece que eu não sei amar ninguém, porque são justamente essas pessoas que tendo a magoar dia após dia como se fosse um karma sem fim.
e não importa o quanto eu tente, o quanto eu reze ou o quanto eu chore, isso nunca tem fim.

eu me tornei o que desprezo, e eu pareço desprezar o que eu amo.
uma condenação triste, para alguém que não sabe mais o que fazer.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Não sei qual foi a causa...

... e quais serão as consequências (8)



Fraca.
Impotente de fazer algo melhor do que isso, pequena demais para saber o que fazer ou que caminho certo seguir... Dirigir por essas curvas não é tão fácil quando não se sabe onde quer chegar.
E aí ele vem, me pede para ser forte, mas mal sabe que minha única força vem de seus olhos distantes.
Inalcançáveis.
E então eu viro uma espécie qualquer daquelas pessoas que podem fazer tudo por quem... ama? (será que é amor?)... bem, que é capaz de tudo por alguém e nada por si mesmo.

Pensamentos.
A chuva os arrastam de volta para mim, de onde saíram e para onde eu, mais de uma vez, supliquei para que nunca mais voltassem.
Eles se confundem com o confuso de meus pensamentos e então, volto a me questionar o que é certo, o que não é.
Força, fraqueza... Medo.
Meu olhos, agora assustados, observam um rosto estranho no banheiro; que ri atoa e, então, chora compulsivamente por não ser a mesma.

Já vi o fim do mundo algumas vezes, é o sentimento mais comum.
Volto a encarar o espelho, agora percebendo as marcas desse paradoxo qualquer acelerando meu coração e descontrolando meus passos. Qual o caminho certo?
Retorno. Preciso ser forte, por ele, não por mim.
A máscara recai sobre o rosto, a chuva continua a ensurdecer o silêncio gritando nomes que não quero ouvir e dizendo coisas que não quero pensar.
Já vi o fim do mundo algumas vezes e na manhã seguinte estava tudo bem.


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Chame de exagero...

... diga que é bobagem (8)




Sacomé, a gente vai vivendo dia após dia tentando ser mais leve que o ar, uns bebem o chimarrão ali, outro comem o pão de queijo lá e em sampaulo a vida passa depressa demais para os ponteiros do relógio.
Estereótipos a parte, vive-se um dia de casa vez.
Só que não adianta apenas tentar ser mais leve que o ar, a gravidade, a física, o chão... eles nos dizem que a vida não é assim, que a gente não pode flutuar.
E quando você não sabe o que dizer na hora H, no dia D? 

Tentei, confesso.
Passei os últimos quatro meses assim, sorrindo, relevando, entendendo. Quatro meses inteiros de uma aceitação incondicional, de uma racionalização impecável.
Eu sabia sabia o que iria acontecer, o que fazer, o que dizer. Sabia para onde caminhar e, mais ainda, sabia mostrar o caminho.
... eu me enganava dizendo que sabia, como se fizesse realmente sentindo todas as minhas palavras...
Ninguém sabe como dançam as letras e as frases escritas por Deus.

Câncer. Não aguento mais o som que essa palavra tem, o gosto, o cheiro, a baixa luz de corredores de hospitais públicos e de internações de emergência.
Mas é no escuro que o invisível no salta aos olhos.
Existe, então, alguma forma de acender essa maldita luz que se apagou? Existe algo que eu possa fazer para dizer para ela "relaxa mãe, vai ficar tudo bem".
Eu não sei mais se as coisas ficarão bem, eu sabia apenas que elas chegariam até dia 14.

14, meu número favorito. 14-12, meu CD favorito. 14-12, a vida da minha mãe nos sussurros das orações.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

@eStória







Guria tu não vai nem acreditar, 
continuo trabalhando pra ir pra PoA viajar
Guria tu não vai nem acreditar, 
eu tô é enchendo a tia Sandra para ela me levar.
Não acredito Paula quer trocar de lugar...
Se tudo der certo nós peixamos é por lá...
Calma aí maninha, sempre sobra um espaço
Se isso não der samba, pelo menos deu abraços...

Agora, agora, virando as voltas que essa vida dá. 
Uma hora, uma hora, em PoA a gente estará

Guria tu não vai nem acreditar, 
mas aqui em Campinas da um vento de mata
Paula cê não vai acreditar 
aqui em Porto Alegre ta um frio de lasca
Guria, tu não vai nem acreditar,
 aqui em SM periga é faltar o ar
ai, Aninha aqui ta de matar, mas se a coisa ficar preta o negócio é relaxa
Guria, tu não vai nem acreditar, 
tava pensando mesmo nisso antes de você falar.


Agora, agora, virando as voltas que essa vida dá.
 Agora... Agora... Chama o Tio Ale pra me levar pra lá

Paulinha e Marina mandam beijos pra vocês,
coisas jamais entrariam nos TT's
Talvez final do ano ou talvez final do mês
damos um pulo em Porto Alegre (no endereço do HG).

Jogam bombas no twitter, indiretas no azul
Bombardeios desnecessários por um Cara que mora no sul

Master de RQ, a gente só no S2
Nós 3 a pé no Bela Vista, o HG chegou depois
Carro cor banana, psicóloga sacana
Não pergunte pela Ana, na academia deve estar

Agora... Agora.. virando as noites esperando o Gessinger postar
GLM já foi, EngHaw voltará... Surfando Karmas e DNA *____*
Virando e-Stórias, e-Stórias

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Amanhã...

... vamos trocar Datas e Nomes (8)

Já teve a sensação que o mundo desabaria na sua cabeça a qualquer momento? E quando alguém tira seu chão, como se manter flutuando?

Não havia muitas opções, a vida não nos deixou mais do que duas.
E quando você tem que lidar com uma perda eterna, como resolver deixar toda sua vida para trás?
E tudo o que você poderia ter feito e seus piores anos não deixaram?
E mais do que isso, o que vocêe gostaria de ter feito e não conseguiu...
Agora é tarde demais, são feitas juras de que tudo será diferente. Eu não sei o que fazer.

As lágrimas inundam meus olhos, mas não posso as deixar cair.
A música ao fundo se tornou apenas um reflexo de meus sentimentos, rezando em silêncio no silêncio de um coração partido.
Faz falta as banalidades do dia a dia quando o que tenho que me preocupar é um pouco maior do que meus medos mais ocultos.
Pesadelos, sonhos, realidade. Não sei o que é pior nos dias atuais, não existe um sono que descanse, que suporte.
E como contar tudo o que está preso, engasgado sem fazer com que o sofrimento que já não é pequeno aumente?
As vezes recebemos um caminho que nos distancia muito do destino, se é que existe um destino certo.
Só Deus pode dizer o que quer da gente e eu, por enquanto, aceito sem entender tudo o que ele me pede para passar em silêncio.
Gritos do silêncio.
E então consegui perceber que a voz do vocalista do Reação em Cadeia é identica com a do vocalista do Rosa de Saron.
Ideológicamente, claro, um amor que ainda resiste quando digo a duras vozes que não pode viver neste coração entristecido, se uniu a um amor eterno a Deus. Duas bandas que significam demais para mim.
Sinto uma necessidade absmal de me aproximar mais de Deus, mas de que forma se não as convencionais que nada me agradam.
Queria poder deixar meu coração livre e puro para compreender tudo o que está acontecendo. Só sei que não é fácil.

Não consigo falar em voz alta sobre o que acontece, mas as palavras fluem de forma encantadora, parece fácil dizer o que está tão aqui.
E por mais assustador que tudo seja, eu só tenho em mente uma coisa "Amanhã vamos rir de tudo isso".

domingo, 9 de outubro de 2011

Ainda é cedo pra entender...

... vou sair do ar um tempo (8)



A maldade que você tanto enxerga, a tristeza que você tanto diz.
Nada passa do que está dentro de você, além dos limites que posso enxergar, dentro das suas fronteiras. Não há como alcançar, você construiu seu castelo de areia.
Deixe que te consuma, deixe que tome conta, mas não culpe meus esforços frustrados de tentar aliviar, porque seu alivio imediato sempre está longe demais para que possa toca-lo.
É sempre assim, muito mais fácil culpar a qualquer um do que assumir os erros, aceitar os defeitos.

Essa autocomiseração que me assombra, chega de ser sempre quem sofre.
O mundo é maior do que isso e como há sofrimento maiores, que não consigo também curar, que não posso aliviar.

Chega de me culpar pelos erros que não cometi, pelos livros que não li, pelas palavras que não disse.
Também cansei de viver de breves passados que passaram pelo tempo.

"Tudo muda ao teu redor, o que era certo, sólido dissolve, desaba, dilui, desmancha no ar"

Cansada de correr atrás de uma verdade que nem sei se existe, de amigos imaginários que não ligam de volta. Cansada de sempre ter que saber a palavras certa.
Essa dança eterna de olhos que não sabem o que enxergam, sempre olhando para o lado errado, observando do jeito errado as atitudes mais inocentes e os piores pensamentos.
Não to aqui pra ficar brincando de ser mal, muito menos para despertar dó de qualquer um que observe. Minha vida é aqui e é lá fora, as luzes artificiais brilham e o mundo já girou mais uma vez.

Se queres partir vá, só entenda que eu nunca disse para me deixar.
Eu nunca disse nada, eu sempre me preocupei demais. To cansada, to ferida.
Chega, essas lágrimas vem celebrar uma coisa que há muito tempo eu deveria ter feito, largar de ser uma criancinha idiota e meter a cara na vida.
Não são amigos de internet, são amigos reais e ferem como amigos reais... Chega.

Não procure saber onde estou se meu jeito te surpreender.
Tchau Radar, eu vou saltar..

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