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quinta-feira, 10 de maio de 2012

A vida não pode ser

um conta-gotas na tua mão (8)




.desenhei com a ponta dos dedos as iniciais de nossos nomes na areia fina da praia; esperava que aquele lugar eternizasse nossos nomes por um momento e que talvez o vento não apagasse.
nem sei por quanto tempo aquelas marcas de um momento infinito ficaram na areia, não sei se foi o vento, algum turista ou uma tempestade de areia que soterraram o que eu queria para a eternidade, mas sei que não deve estar naquela mesma praia a essa hora.
talvez nem o sentimento seja o mesmo, quem sabe até ele, juntamente com a fina areia da praia não tenha se acabado em si mesmo... tenha sido espalhado e deixado de significar uma coisa só.
O amor quando acaba parece que nunca existiu, mas se persiste e sobrevive pode ser viciante e fatal.

.escrevi nossos codinomes em um simples pedaço de papel, as vezes quando olhar para frente ainda vejo esse pequeno e surrado papel, que ainda existe e que está aqui.
a tinta azul já desbotou, a folha se tornou levemente amarelada e as palavras nela tão ultrapassadas quanto um sonho bom, porque tudo se vai.
tarde inteiras falando bobagens, dizendo besteiras, descobrindo um mundo que não era meu e agora, entendendo como teu mundo era e, de repente, como já não é mais.
era como uma história de um livro qualquer, como a salvação para uma cabeça tão cheia quanto se podia imaginar, mas similar as próprias páginas, um sentimento seco, frio e impresso. copiado.

triste conclusão essa de que o desenho que se apaga com o tempo, com o vento, dura tão mais que aquele impresso em tinta preta. triste conclusão de que as pessoas passam e quem permanece nem sempre é o melhor... e quem se foi definitivamente não era o melhor.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Deve haver alguma coisa...

... que ainda te emocione (8)





Chegou 2012 e apenas hoje eu tive tempo para escrever aqui. Não é falta de tempo no sentido mais literal, dentro de um ciclo eterno de 24h, mas de um tempo que me deixe livre para viajar nele mesmo.
E não são todos os texto do Humberto que me trazem prazer em ler, não são todas as twitcans que eu acompanho. Nem todas as músicas fazem sentido.
É fato, não são todas as pequenas e grandes coisas que me servem, que me fazem seguir em frente.
Mas no primeiro dia desse ano eu recebi as palavras que delimitaram como seria, então, um ano inteiro em uma madrugada.

Tudo mudou, ela acordou, ela está pronta pra recomeçar.

A sensação de mãos e coração livres e quentes vai além de acordar com medo dos fogos avisando que mais um ano se foi.
Pode ser que as 4 primeiras horas de 2012 já tenham tido um sabor diferente, mas eu tenho visto claramente coisas que antes eu imaginava.
Tenho visto e sentido como se jamais tivesse o feito, e parece então que cresci um pouquinho, mas não deixei de me sentir tão frágil quando um dente de leão a merce do vento. Desprotegida,
Os fogos da noite do dia de ano pareciam espantar demonios e fantasmas que consumiram meus coração, que trouxeram um profundo escuro para meus olhos... e só Deus sabe o quanto tenho medo de escuro.

Mas sabe como é difícil encontrar a palavra certa, a hora certa de voltar.

Eu tenho visto tanto de tudo. 
Tem gente que quer salvar, tem gente que quer salvação. O masoquista e o sádico raramente se encontram, uma relação em equilíbrio se faz necessária quando não existe nada além de caos.
No mais, amores não correspondidos e uma intensa vontade de viver andam predominando eternamente em cada suspiro e em cada risada.
E porque o que é preciso e necessário parece não ser o que meu horizonte mostra. Será que só eu sinto essa necessidade profunda de me libertar e de preencher o que está vazio e sozinho aqui dentro?

Diga que você me quer porque eu te quero também.

sábado, 8 de outubro de 2011

Diga Adeus...

... ou não diga nada.

essa é Campinas de noite (:


Eu sinto. Somente sinto e não consigo escrever sobre.
Desenho linhas e linhas de palavras sem expressão, apago, ouço a música ao fundo. Nada.
Tem alguma coisa em mim abrindo o vazio, o nada, levando e trazendo mas nunca deixando ficar. 
É uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer.

E hoje eu aprendi que preciso entender meu lugar na vida das pessoas, e mais ainda, definir bem o lugar das pessoas na minha vida.
E hoje eu aprendi que preciso entender que as pessoas vão embora.

Perder as pessoas que eu amo será uma sina, amar a pessoas para perder uma missão.
Não se pode ter tudo, não se pode ter o amor... As coisas não são nossas, jamais serão, nem nós somos de nós mesmo.
Mas deveria ser algum tipo de crime antecipar o sofrimento e a dor de uma perda que talvez venha, talvez não. Deveria ser impossível dizer adeus em pensamentos.
Eu sei que vou te perder, não importar quem seja esse te'. Dizer adeus é parte do ciclo da vida, aceitar a perda parte do motivo maior.
Seguir viagem nem sempre é possível.

Dizer eu te amo também.

Adeus.
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