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quinta-feira, 8 de março de 2012

Não perca a razão, ela já não é sua...

... onda após onda, o barco ainda flutua (8)



A mesma lua, no mesmo lugar e duas pessoas diferente observam de lados opostos, tão distantes e um ao lado do outro. A lua que eles olham é a mesma dos dois lados ou cada uma é um de seus lados refletidos?
Um discurso batido, despercebido, que talvez até já tenha acontecido.
Não ligo realmente que a lua seja diferente se por um momento ela me uniu a quem me faz bem... atualmente andam sendo poucas e boas pessoas.
Voltar a rotina as vezes nos reconecta diretamente com um 'quem sou eu' perdido no tempo e no espaço, a mesma rotina que roubou da gente o que chamamos de essência.
E aí tudo volta a funcionar do mesmo jeito e eu começo a sentir falta de quem eu era e não sou mais, mas por sorte sou alguém que se sente melhor.

No mais, meras reclamações de quem fala demais e não tem nada a dizer.
Quem me dera poder expressar profundamente meu amor e admiração pelas pessoas que gosto e quem me dera poder expressar o mesmo para quem está distante.
A mesma lua e aqui ao lado, uma distância infinita, será que ela poderia nos unir?
Não vejo formas de encontrar saída em um beco escuro que me diz apenas que não há chances, que é dessa forma. Ninguém muda, tudo é estático mesmo com uma volta de 360º graus, mas dando uma volta completa nós paramos no mesmo lugar.
Não te queria distante, não os queria distante, sem motivo e sem razão, mas saíram todos de meu simples e pequeno campo de visão, que não enxerga o que me afastou de tudo, até de quem eu sou.

Seguir viagem.
Talvez a frase mais dita e mais maldita nessas entrelinhas da highway, onde nada é mais do que subidas e descidas, curvas em máxima velocidade.
Não existe como parar.
Perder o controle em uma estrada surpreendente não seria uma grande surpresa, mas eu sigo em frente, pra frente eu vou...
Eu sigo enfrentando a onda onde muita gente naufragou.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Seria engraçado se não fosse triste...

... acesso negado, a gente não existe.


A primeira coisa que aprendi com o Humberto, eu não vim até aqui pra desistir agora.
Nunca esqueço o dia que meu acústico MTV tocou pela primeira vez e eu fiquei embasbacada com essa frase, escondida ao fundo do meu quarto, com medo de levar bronca da minha mãe.
A melhor coisa que o Humberto me deu foram meus amigos. 
E com o tempo eu passei a entender o verdadeiro valor das pessoas na nossa vida, que quando a gente vive um dia por semana quem está lá pra ajudar são essas, que se dizem amigos, mas eu acho que são anjos.

Também aprendi com O Cara que a gente não tem que ficar acomodado com essa selva, não da pra fingir que não viu, dizer que não foi nada e levar mais porrada.
Porque no meio de tudo quem me salvou da selva foi o Gui e hoje é a nossa vez de salvar ele da selva, injusto ou não, certo ou errado, ele não está participando da pré-venda das agendas personalizadas do Humberto Gessinger, e quem conhece sabe a simpatia e a boa pessoa que ele é (prometo deixar minha tietagem pra lá hoje).
A agenda é 2012, não custa nada esperar mais 20 dias para comprar. 
E o autógrafo?! Bem, sou da opinião que fã De Fé não compra o autógrafo, vai atrás pra conseguir na raça, se não, que histórias você vai ter para contar pro seu filho? Pra escrever na agenda?

Então De Fés, agora é a hora ser sincero como não se pode ser, hora de mostrar que a gente pode contar sim com o apoio um do outro e dos amigos, porque ser De Fé não é só ser fã, mas é levar a sério o que o Humberto diz.
A Sempre Ler sempre esteve disponível quando precisamos, na época da pré-venda do Mapas do Acaso teve toda a simpatia, cuidado e confiança, e não só em âmbito profissional, também em aspecto pessoal, era mais do que comprar um livro, era fazer um amigo que levou a outros amigos.
Pense você aí, quem de nós do twitter você conhecia antes do Mapas do Acaso? Quem uniu essa gurizada foi o Gui e agora é a nossa vez de agradecer.

Isso não é maldade, não é tentar boicotar ninguém, acho que o que cada editora tem que vender eles venderão, mas todos nós que tínhamos dado preferência para a Sempre Ler antes de sabermos que ela não participará da pré-venda, devemos continuar fiéis a ideia, afinal, o que são 20 dias?
Agora é a hora da gente dizer "calma aí maninho, to voltando pro pedaço, se isso não der samba pelo menos da um abraço".

Conto com todos vocês De Fés.
B.

http://mundoenghaw.wordpress.com/2011/08/29/se-eu-fosse-voce-esperaria-ate-o-dia-1909-pra-comprar-a-agenda-enghaw-na-sempre_ler/
http://letras.terra.com.br/engenheiros-do-hawaii/45753/

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Era só questão de dia...

... um dia ia acontecer.



- Ao som de músicas. - confirmou Mary a sua filha.

Ela consultou sua prateleira repleta de livros empoeirados e correu o dedo até sua sessão favorita. Quatro livros não muito grandes, diferentes em comprimento, mas quase da mesma altura.
Com delicadeza retirou da prateleira o terceiro deles.

- Essa. - ela se voltou para a filha. - Foi minha agenda daquele ano, onde em todos os dias eu relatei o que acontece, sendo bom, ruim ou simplesmente sendo.
Mary entregou nas mãos da pequena Lili sua agenda do ano de 2012, como se ali estivesse toda sua vida, como se entregasse o que tinha de mais precioso, com exceção da própria filha.
Lili correu para seu quaroa, com toda sua inocência de criança, empolgada para ler os segredos da mãe de quinze anos anteriores, enquanto isso Mary sentia cada recordação inundar seus pensamentos.
Era como seu ídolo havia dito, sempre alegre ou sempre triste é sempre chato, aquele ano encontrou mais altos e baixos do que ela poderia imaginar. Humberto estava certo, não teve nada de chato num ano tão equilibrado.
Mary sentiu uma onde de nostalgia invadir seus olhos, seu corpo, ao som do baixo, bateria, guitarra e viola caipira, sabendo cada esquina daquele ano cheio de curvas. Poderia ter sido o melhor ano da sua vida, se todos os anos não tivessem sido os melhores.
Ela olhou para o lado e sorriu, distante da casa em PoA onde morava agora.
Ao longe o som da porta da sala se abriu e Lili quebrou toda a tranquilidade da casa correndo para os  braços do pai.

- Papai, olha o que a mamãe me deixou ler.

Paulo olhou para a agenda e sorriu. Havia uma pequena parte dela somente dedicada a ele.
Delicadamente ele folheou as páginas da agenda até onde ele havia escrito doces palavras em uma primavera de quinze anos anteriores e as mostrou para Lili.
Ela leu com entusiasmo, com toda a dificuldade de uma garota de sete anos de idade. Mary observava os dois de longe, sabendo que muito do que havia naquela agenda havia levado tanto Paulo, como ela, a estarem ali com Lili, mostrando o passado, planejando o futuro e vivendo o presente.
O olhar de Paulo se cruzou com o de Mary e os dois sorriram apaixonados.
Nostalgia novamente, ao som de uma das músicas que cantavam de dentro daquela agenda tão especial e que guardava um ano tão recente, para quinze anos depois.

O celular de Mary começou a tocar a trilha sonora do mês de setembro da agenda nas mãos de Lili, e por menos que ela desejasse, aquele momento encantado se distanciava por um segundo para que ela pudesse enfrentar novamente a vida real.
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