hoje o dia foi difícil, meu amor, sua ausência se fez mais presente que nunca. não que os dias não tenham sido difíceis desde então, não que eu não sinta sua falta como sentiria falta de respirar, mas hoje foi diferente. o passado me atormenta, sabe? ele vem em doses homeopáticas e em ondas de ressaca e não deixa nada no lugar. só que não é o passado que me entristece, nem o futuro sem rumo que estou agora, mas esse presente que me aprisionou dentro de um de meus muitos pesadelos. ah sim, pesadelos amor, lembra quando eu acordava assustada e te abraçava de noite? esse tipo de pesadelo agora é real, menos a parte que eu posso acordar e te abraçar. tudo bem, nós ainda estamos juntos, mas será que ainda estamos perto um do outro? não é apenas uma distância de quilômetros que nos separa, mas os diferentes rumos que nossos corações tomaram. eu, eu sei, não adianta ninguém falar ou tentar nos separar, no final nós sempre estaremos juntos, mas falta muito para o final voltar a ser o começo? sinto sua falta, falta mesmo, saudades que chega a doer, um infinito de lembranças que me faz desejar insanamente poder, sei lá, rolar na cama abraçada com você, conversar horas perdendo a noção do tempo, acordar antes do despertador e sorrir ao te ver dormindo. deve ser saudades do que eu quero que aconteça, deve ser medo. só sei que hoje sua ausência conversou comigo, naquele seu mesmo tom de voz quando está entediado, me dizendo para manter a calma que tudo ficará bem.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Desde aquele dia
minha vida está vazia ♪
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Se você sentisse...
... o medo que eu sinto do escuro (8)
Maldita música que soletra em sua melodia sonhos de uma noite que parecia nunca mais ter fim.
É hora de recuar...
As vezes retirar as tropas da luta é o único jeito de ganhar a guerra, mesmo que a vitória seja apenas uma triste derrota disfarçada de ilusão.
Meter-me por perto, por hora, é o único jeito de não perder o que me faz respirar e, ao mesmo tempo, é a forma mais mortal de distanciá-lo de mim.
Não há volta.
É um caminho de via única, sem chances para uma segunda vez, sem vezes para uma segunda chance.
Eu aceito tranquilamente o que meu destino sarcástico me ofereceu, sabendo que ele estará ao meu lado durante toda a estrada. mas nunca chegará ao meu destino.
Nunca fará parte do meu destino e eu soube desde o começo, nunca farei parte do dele.
E do outro lado da rua eu vejo o que tenho deixado de lado.
Batalhando pelo impossível eu quase perdi de vista minha sempre eterna felicidade, quase perdi minha vida tão detalhadamente construída.
Sonhos pequenos que chegam ao fim.
O enredo muda, as cortinas se fecham e sinceramente, eu não tenho vontade de agradecer pela grande peça de teatro que ando atuando somente e tão somente por saber que, de um lado tenho um sorriso e do outro um suspiro.
As vezes minha vontade é me perdeer dentro de minha própria escuridão e esquecer de tudo, esquecer de mim...
A tarde chuvosa condiz com meu coração nebuloso e tudo volta mais ou menos ao seu lugar.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Sonhos tão pequenos
... que nunca tem fim (8)
Você imagina.
Pensa que pode escolher um final feliz para sua história, que pode viver para sempre eternizado em pequenos momentos. Acredita que em seu ultimo suspiro dirá que valeu a pena.
E aí você vê que não, que a distancia entre o que vc sonha e a realidade é tão infinita que a possibilidade de se tornarem a mesma coisa chega a ser impossível.
Então vem as lembranças de quando as coisas pareciam perfeitas e não eram.
Pequenos pedaços de felicidade vão marcando lentamente os caminhos por onde andei.
E hoje observo o vazio sem ter medo de enfrentá-lo, é prato principal e simplesmente não há como fugir.
As vezes me pergunto o porque de construir um futuro, de se sonhar um presente, é algo tão profundamente devastador, é buscar algo para se agarrar e encontrar o nada como apoio.
E as lembranças que vem e que vão, tão nítidas como no dado instante em que aconteceram, o sorriso, a risada, o doce perfume já tão conhecido... o toque quente em um dia frio.
Nada substitui, nada pode consolar... e saudade vai levando, vai matando.
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